"O verão é a estação do ano mais celebrada, e é a cara do Brasil. Férias, praia, viagem com a família... As pessoas passam o ano inteiro sonhando com isso. Mas, para que tudo ocorra como o planejado e as tão sonhadas férias não se tornem um pesadelo, é de extrema importância evitar que certos problemas aconteçam. Levar o carro para revisão, fazer reservas no hotel, trancar bem a casa, arrumar alguém que cuide do cachorro, garantir um bom estoque de protetor solar são itens que fazem parte do checklist dos candidatos a viajantes. Entretanto, muitas pessoas se esquecem de que o cuidado com a alimentação também é fundamental para garantir uma boa diversão."
O verão
Nessa estação, nosso hemisfério encontra-se mais próximo do sol e os dias são mais longos, enquanto as noites são mais curtas. As temperaturas se elevam e várias mudanças ocorrem no meio ambiente ao nosso redor. Não é de se espantar que nós, seres humanos, também passemos por mudanças que nos permitem uma adaptação a essa nova situação.
Nesse período, há aumento da transpiração com o objetivo de manter a temperatura corporal, levando a perda de água e sais que, se não repostos adequadamente com a alimentação e hidratação, pode levar à desidratação. Ao contrário do inverno, quando devemos ingerir alimentos mais energéticos (que geram mais calor durante seu metabolismo), no verão recomenda-se a ingestão de refeições mais leves e o mais naturais possível.
A exposição ao sol, nas praias e clubes, intensifica essas mudanças fisiológicas e podem agravar a perda de água e líquidos, que se associada a alimentação inadequada pode desencadear quadros dramáticos. Deve-se ter cuidado redobrado com as crianças, pois elas são mais sensíveis à perda de líquidos e sais, bem como aos efeitos maléficos do consumo de alimentos não indicados, podendo ser vítimas mais fáceis de desidratação, intoxicação alimentar, diarréia e outros problemas.
Alimentação
O primeiro cuidado a ser tomado é o de se alimentar em pequenas quantidades várias vezes ao dia. O café da manhã é uma das principais refeições do dia e não deve ser negligenciado. O almoço e o jantar devem constar de refeições leves, que são de digestão mais fácil e garantem uma maior disposição, evitando o consumo de alimentos gordurosos e massas com molhos pesados. Durante a manhã e também durante a tarde recomenda-se a ingestão de frutas e sucos naturais, mantendo assim um aporte mais ou menos contínuo de nutrientes ao nosso organismo, ao invés de poucas refeições em grande quantidade que fornecem picos momentâneos de energia.
Uma outra questão fundamental é o cuidado com o preparo e a conservação dos alimentos, principalmente os vegetais e as carnes. Quanto à conservação, é importante que sejam mantidos refrigerados e bem acondicionados em recipientes próprios já que as altas temperaturas podem acelerar sua degradação, além de favorecer a proliferação de bactérias e fungos. No preparo, devemos estar atentos à lavagem adequada de frutas, legumes e verduras, que deve ser feita de maneira rigorosa e com água tratada ou então fervida. Isso adquire importância maior ao consumirmos alimentos em bares e quiosques à beira da praia, locais onde muitas vezes esses cuidados são deixados de lado, seja por descuido ou pressa em atender aos clientes.
Como já comentamos, a ingestão de líquidos é de extrema importância para evitarmos a desidratação. Recomendamos que seja feita na forma de água e sucos naturais, que são agradáveis, leves e não dão aquela sensação de "barriga pesada", como acontece com refrigerantes e outras bebidas gaseificadas. Além disso, sucos naturais garantem um aporte adequado de vitaminas e sais minerais, o que não é garantido com o consumo de refrigerantes e bebidas alcoólicas que favorecem a desidratação e a eliminação de sais minerais pela urina.
Os perigos
A adoção de padrões alimentares inadequados pode predispor os indivíduos a diversos perigos. A proximidade do verão leva muitas pessoas a aderirem a dietas milagrosas, que prometem resultados quase imediatos. Na verdade, esses regimes não fornecem quantidades adequadas de calorias, vitaminas e sais minerais, o que faz com que as pessoas já cheguem ao verão alimentando-se de maneira errada. A reeducação alimentar permite que a pessoa alimente-se bem durante todo o ano, não precisando fazer mudanças tão radicais quando chega o verão.
A falta de cuidados com a higiene na limpeza de alimentos para consumo ou em sua conservação pode leva à ingestão de alimentos contaminados. Com isso, podemos encontrar quadros de verminoses e gastrenterites, que podem manifestar-se apenas como diarréia de variados graus, ou como quadros mais graves que necessitam até de internação hospitalar. Daí a necessidade de atenção quanto a esses cuidados.
A ingestão de quantidades insuficientes de líquidos, aliada à perda aumentada devido à transpiração excessiva, predispõe à instalação de desidratação, que pode ser muito grave. As crianças são especialmente vulneráveis a essa complicação e, por isso, os pais devem estar atentos à hidratação adequada de seus filhos, principalmente quando expostos excessivamente ao sol. Lembrar que a diarréia e os vômitos secundários à ingestão de alimentos contaminados podem precipitar desidratação.
Dicas para aproveitar bem o verão
• Recomenda-se a ingestão de no mínimo três litros de líquido por dia. Mantenha seu organismo bem hidratado e abuse de água, sucos naturais e bebidas isotônicas, repondo assim os sais perdidos com a transpiração. Tente evitar sucos industrializados, pois eles contêm grande quantidade de açúcar e conservantes.
• Consuma à vontade legumes, verduras e frutas. Eles são de fácil digestão e causam menos aquela sensação de empachamento que pode comprometer sua disposição paras as atividades. As saladas cruas são excelentes opções para a obtenção de energia de forma leve e saudável, além das vitaminas e minerais, que são importantes para a prática de exercícios. As saladas devem ser temperadas com azeite, vinagre e limão. Importante: a maionese pode ser perigosa nessa época do ano, pois contém ovos crus, foco de contaminação de bactérias, favorecendo a ocorrência de diarréia.
• Quanto às carnes, dê preferência àquelas grelhadas ou assadas, pois elas fornecem menos gorduras e, conseqüentemente, menos calorias. Dessa forma, evitam o ganho excessivo de peso.
• Os alimentos que são ricos em carboidratos complexos, como os cereais integrais, frutas, verduras, arroz, feijão e batata, são uma ótima fonte de energia e ajudam a regular a quantidade de açúcar no sangue. Evite o consumo de açúcar e doces em geral, pois eles são absorvidos rapidamente, elevando em picos a quantidade de açúcar no sangue, o que não é recomendável.
• Evite alimentos ricos em gorduras, como manteiga, creme de leite, margarina, bacon, óleo vegetal. Além disso, mantenha distância de petiscos e aperitivos calóricos (os famosos "tira-gostos", como o amendoim, salgadinhos industrializados, condimentados e batatas fritas). Uma opção é substituí-los por legumes temperados e cortados (como pepinos, etc) ou queijo branco temperado com azeite e orégano.
• Sanduíches naturais são deliciosos, porém não substituem uma refeição e devem ser preparados na hora que forem consumidos. Eles podem ser uma opção nos lanches durante a manhã e à tarde, como acompanhamento aos sucos.
• Os alimentos ricos em vitamina C têm propriedades antioxidantes e ajudam a manter a pele saudável, combatendo os radicais livres. Recomenda-se a ingestão de frutas cítricas (acerola, kiwi, laranja, limão, maracujá e morango) e vegetais verde-escuros (agrião, brócolis, couve, espinafre, rúcula).
• O betacaroteno ajuda na obtenção e manutenção de um bronzeado mais intenso, por isso recomenda-se iniciar a ingestão de alimentos ricos nessa substância 15 dias antes da data desejada, mantendo a ingestão durante todo o verão. Esses alimentos são: a cenoura, a abóbora, o damasco, a laranja, o mamão, a manga e o pêssego.
• Respeite aquela vontade irresistível de tomar sorvete, mas escolha os sorvetes à base de frutas ou frozen yogurte, sem coberturas, caldas e outras delicias.
• Preparados com açaí são uma ótima maneira de resfriar o corpo e repor as energias gastas com o excesso de atividades físicas. No entanto, evite o consumo exagerado de açaí, pois ele é muito gorduroso e de difícil digestão, devendo ser ingerido após o treino e não antes do treino, como é comum. Além disso, se você pratica exercício físico, esteja mais atento à reposição de líquidos e sais minerais; uma opção é o consumo de bebidas isotônicas durante o exercício.
• Lembre-se que sua saúde é o mais importante, por isso não a sacrifique aderindo a dietas milagrosas que colocam em risco o seu bem estar. Invista na reeducação alimentar.
• Lave bem verduras, legumes e frutas, utilizando água tratada ou então fervida. Eles podem ser mantidos durante uma hora em uma mistura contendo água e algumas gotas de hipoclorito de sódio ou vinagre, com enxágüe adequado depois. Atenção para a conservação das carnes e, principalmente, de peixes.
E divirta-se, pois afinal de contas você só pode aproveitar o verão uma vez por ano!
Muito se tem ouvido falar sobre a epidemia de dengue que vem atingindo a região Sudeste nos últimos meses. Jornais e revistas constantemente anunciam novos casos e mortes provocadas pela doença. Cidades como Barretos, Ribeirão Preto e Guaíra já possuem um número alarmante de casos e a cidade de São Paulo também já foi atingida por casos autóctones (pessoas que contraíram a doença no próprio local onde adoeceram). Em vista deste surto, vamos fazer alguns esclarecimentos sobre a dengue.
O que é a dengue?
A dengue é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, contaminado após ter picado uma pessoa doente. Há basicamente dois tipos de dengue: a clássica e a hemorrágica. Geralmente, quando contaminado pela primeira vez, o indivíduo contrai a dengue clássica. Em uma segunda contaminação, existe um risco maior de contrair a dengue hemorrágica, que é muito mais grave e pode levar à morte.
Quais são os sintomas da dengue e quando aparecem?
Os sintomas aparecem de 3 a 15 dias após a contaminação. Na dengue clássica, os principais sintomas são: febre elevada, dores musculares e nas articulações, dor atrás dos olhos e dor de cabeça intensa. Pode, ainda, haver sangramento gengival e nasal, manchas vermelhas pelo corpo e falta de apetite.
Na dengue hemorrágica, os sintomas são os mesmos; no entanto, quando a febre acaba, começam a surgir sangramentos, a pressão cai, os lábios ficam roxos, a pessoa sente fortes dores no abdome e fica ora agitada, ora sonolenta – sinais de que a pessoa está entrando em choque. É este choque que leva a pessoa à morte na dengue hemorrágica.
Como tratar a dengue?
Se a pessoa mora em uma região epidêmica ou se soube que pessoas na vizinhança contraíram a dengue, ela deve procurar um médico ou um posto de saúde para obtenção de orientação médica. O tratamento deve ser à base de repouso e de reposição de líquidos. Assim, a pessoa contaminada deve tomar muita água, sucos e ingerir frutas e verduras frescas. Para dor e febre, deve tomar um analgésico-antitérmico à base de paracetamol. Medicamentos à base de ácido acetilsalicílico devem ser evitados, pois aumentam os riscos de sangramento.
Como combater a dengue?
Há algumas recomendações para combater a dengue:
Não deixe jogados objetos que acumulem água, como copos plásticos, tampinhas de refrigerante, banheiras velhas e pneus, impedindo assim que o mosquito ponha seus ovos e se desenvolva;
Garrafas vazias devem ficar de cabeça para baixo;
Caixas d’água, tambores e cisternas devem ficar bem fechados sem frestas, para impedir a entrada do mosquito;
Mantenha o lixo tampado e seco;
Mantenha limpas as calhas, lajes e piscinas;
Não deixe a água se acumular em vasos e jarros de flores. Uma boa dica é colocar areia no prato do vaso;
Evite plantas que acumulem água, como gravatás, babosa e espada de São Jorge;
Elimine a água acumulada em plantas como bambus, bananeiras e bromélias;
Troque diariamente a água de bebedouros de animais.
Leia a história abaixo, é muito interessante
Importante ler !!!
Ontem, nas barcas, quando estava indo pra casa depois do trabalho, uma mulher que é voluntária numa ONG no combate à Dengue pediu a atenção de todos e começou falar sobre a doença.
Falando de uma forma completamente informal e sendo clara ao extremo, ela conseguiu passar a mensagem de que a coisa está muito pior do que é noticiado na tv, rádios e jornais. Sinceramente? Ela me deixou com medo.
Vou tentar passar aqui alguma coisa sobre o que ela expôs...
- Toda Dengue é hemorrágica. Aquelas pequenas pintas vermelhas que aparecem no corpo é hemorragia. São 4 os tipos de hemorragia: branda (a mais comum), leve, forte e fatal (leva ao óbito em 24h)
- O mosquito também transmite febre amarela e malária, tem hábitos diurno ele ataca entre 05:30 e 12:00), voa na altura da cintura (aqueles que ficam no teto ou perturbando à noite não são os da dengue)
- Os ovos são depositados nas paredes dos recipientes e não diretamente na água. Após 48h eles se quebram e as larvas caem na água. Se a mesma estiver limpa, pior! É fácil a reprodução do mosquito, mas se estiver suja a larva morre.
- Ao sentir dor de cabeça, enjôo, dor nas articulações, nos músculos, nos olhos e febre alta vá direto para um hospital ou posto de saúde. Caso sinta também uma dor sob as costelas do lado direito, vai mais rápido ainda para hospital, isso é sintoma de hemorragia tipo forte.
Essa pessoa falou sobre os dados que estão sendo apresentados. Como sempre está tudo mascarado. E muito! A partir de informações com diretorias de hospitais e postos de saúde no Brasil inteiro, eles chegaram ao número de (média) 12 a 15 óbitos diários no país. Esses números não nos foram passados. Rio de Janeiro, São Paulo, Minas, Espírito Santo, Goiás, Bahia e Sergipe são os principais afetados por essa epidemia, que com esses números já está se falando em Pandemia (só a palavra é assustadora). Foi dado como exemplo o caso do Ebóla, na África Até a Organização Mundial de Saúde já entrou na roda. Já foi dito que se em 3 meses a situação não for controlada, o Brasil pode entrar em estado de sítio!
Pessoal, acho que todo mundo já viu alguém que teve essa doença. a pessoa fica mal mesmo! Tem médico tratando dengue como gripe... Nada de tomar AAS, Voltarem, Aspirina... Os médicos dos postos de saúde indicam o Tylenol nesses casos. E é importante beber muita água.
Vamos acabar com latas, garrafas de boca para cima, plantas com água no fundo... Vamos tapar a caixa d'água, rasgar os pneus velhos e principalmente.... dar uma dura nos vizinhos relaxados! O mosquito tem um raio de ação de 500 metros O problema é muito maior do que se apresenta. Vai de casebre em Irajá à dúplex na Vieira Souto. Os passageiros, quando ela acabou de falar, bateram palmas e agradeceram as informações passadas. Foi deixado um panfleto com explicações rápidas e um número de tel. Para maiores informações. 0800-61-1997 É isso aí. Se vocês sentirem a necessidade de divulgar este texto, que o façam, não se acanhem.
O câncer de mama pode ser o mais cruel entre os que se manifestam na mulher, pois afeta um órgão que tem enorme importância na maternidade, na estética e na vida sexual. Porém, apesar de sua gravidade, é uma doença curável, graças aos recursos terapêuticos existentes, mas desde que seja diagnosticada precocemente. É importante saber que o auto-exame das mamas é o responsável pelo diagnóstico de quatro a cada cinco casos de câncer.
Mas lembre-se: o auto-exame não substitui o exame clínico realizado pelo especialista. Se você sentir algo de anormal durante o auto-exame das mamas, procure imediatamente um médico. Ele fará um exame mais detalhado e irá orientá-la mais adequadamente.
Como é feito o auto-exame da mama:
Você deve fazei-lo tocando e examinando seus seios, em pé, procurando achar deformações ou alterações no formato das mamas; saliências ou retrações; ferida(s) ao redor do mamilo; mudança de cor ou de espessura da pele, do mamilo ou da aréola; saída de secreções pelos mamilos (pus, sangue ou leite); observar os seios nas seguintes posições: com os braços estendidos, com as mãos na cintura e com as mãos apoiadas na cabeça; deite-se de lado, com a cabeça apoiada sobre um dos braços, ou fique em pé com uma mão na cabeça, procurando achar caroços, massa ou endurecimento nas mamas ou axilas.
Quando fazer:
A partir dos 20 anos de idade: uma vez por mês, de preferência de 7 a 10 dias após o início da menstruação – as mamas estarão menos sensíveis; mulheres amamentando: após a amamentação, quando os seios foram esvaziados, sempre no mesmo dia e no mesmo horário; mulheres na menopausa: todos os meses, sempre no mesmo dia.
Recomendações: faça periodicamente o auto-exame das mamas faça o seu exame clínico toda vez que for ao seu ginecologista, ou se perceber algo de anormal em seus seios; se tiver casos de câncer de mama na família, faça ultra-som de mama anualmente, dos 30 aos 40 anos; entre os 35 e 40 anos, faça uma mamografia de base; a partir dos 40 anos, faça uma mamografia por ano.
O melhor remédio é Conscientizar para Prevenir !
Um elegante homem de meia-idade entrou calmamente em um café e sentou-se.
Antes de fazer seu pedido, ele pôde perceber que um grupo de rapazes, sentados a uma mesa próxima, estavam rindo-se dele. Ele logo deduziu que o motivo era uma pequena faixa rosa na lapela de seu terno.
Muito incomodado com a situação, ele mostrou a faixa aos rapazes e perguntou:
"É isto?"
Todos gargalharam. Um deles disse:
-Desculpe-me cara, mas nós estávamos apenas comentando como esta pequena faixa fica bonita no seu terno azul.
O homem, então, tranqüilamente, convidou-o para sentar-se com ele. O rapaz, apesar de constrangido, concordou.
Educadamente, o homem lhe explicou que estava usando a faixa para alertar as pessoas sobre o câncer de seio. E concluiu:
-"Eu uso isto em honra da minha mãe".
O diálogo prosseguiu:
-Oh, lamento amigo. Ela morreu de câncer nos seios?
-Não. Ela está viva e passa bem. Entretanto, seus seios alimentaram-me na infância, e confortaram-me quando estava assustado, ou sentia-me solitário. Eu sou muito grato pelos seios de minha mãe e por sua saúde. -- Humm - retrucou o rapaz - sei...
-E eu uso esta faixa em honra de minha esposa também.
-E ela também está ok?
-Oh, sim. Ela está ótima. Seus seios têm sido uma grande fonte de amor e prazer para nós dois; e com eles, elas nutriu e alimentou a nossa linda filha há 23 anos. Eu sou agradecido pelos seus seios e por sua saúde também.
-Humm. E eu suponho que você use isto em honra de sua filha também?
-Não. É muito tarde para honrar a minha filha, usando isto agora. Minha filha morreu de câncer nos seios há um mês. Ela pensou que ela era muito jovem para ter esta doença; e quando, acidentalmente, notou um pequeno inchaço nos seios, ela ignorou-o. Ela pensou que estava tudo bem, uma vez que não sentia dores; e que não havia motivos para preocupar-se.
Chocado e envergonhado, o soberbo rapaz disse:
-Oh, cara, eu lamento muito.
-Então, em memória de minha filha, eu, orgulhosamente, também uso esta pequena faixa rosa. Através dela, tenho tido oportunidades de elucidar as pessoas. Agora, vá para casa e converse com sua esposa e suas filhas, sua mãe e seus amigos.
E o homem, então, deu ao rapaz uma faixa para que ele também a usasse. O rapaz ergueu a cabeça, vagarosamente, e pediu:
-Você me ajuda a colocá-la?
Este é o mês de conscientização do câncer de mama. Faça auto-exames regularmente e, anualmente, mamografias se você é uma mulher acima dos 40 anos. E encoraje as mulheres que você ama a fazerem o mesmo.
Por favor, envie esta mensagem a todos que você gostaria de fazer lembrar da importância dessa campanha.
Um último aviso:
Homens também podem ter câncer de mama. Sim, isto é raro, mas possível.
Abraços e Cuidem-se !!!
Luiz Paulo lpwiese@matrix.com.br
Dor no Câncer
A origem etimológica da palavra "dor" indica serem antigos os mitos que cercam este fenômeno. Dor remete a expressões como "dolor" e "dolo", que significam culpa, assim como a palavra pain (dor em inglês) tem a mesma raiz que pena, punição. A própria linguagem revela uma idéia preconceituosa de que o sofrimento nos purifica.
Quando o assunto em questão é a dor no câncer, esta situação se exacerba. Muitos acreditam que os quadros dolorosos nesta doença não possuem possibilidade de tratamento. Até mesmo muitos médicos desconhecem os avanços terapêuticos e as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que, além de simples, conseguem aliviar a dor em até 90% dos casos.
Estima-se que existam atualmente no país 1,5 milhão de pacientes com câncer. Cerca de 75% deles terão dor em alguma fase da doença. Muitos relatam apenas dores leves, mas cerca de 25% a 30% terão dores de intensas a insuportáveis.
No Brasil – e mesmo em países desenvolvidos –, a dor é subtratada e diversos fatores contribuem para isto. Um deles é a percepção, por parte do paciente, de que a dor é inevitável e a sua relutância em reportá-la. Outro é a deficiência da formação médica, onde o tratamento da dor é abordado de forma sucinta nas faculdades de medicina.
A OMS recomenda o tratamento da dor em três níveis:
Para dores leves, devem ser utilizados analgésicos não-opióides e outras medicações adjuvantes;
Para dores moderadas, são necessários analgésicos opióides fracos, além de outras medicações auxiliares;
Para dores intensas, analgésicos utilizados devem ser os opióides fortes, como a morfina, e outras medicações.
Em relação ao tratamento medicamentoso, nos últimos dez anos observou-se um aumento considerável da oferta e diversificação de drogas, incluindo as morfínicas (derivados da morfina). Um dos mais recentes foi o Fentanil transdérmico, que trouxe inovação do uso da via transdérmica (absorção através da pele), proporcionando um controle contínuo da dor por até 72 horas com o uso de um único adesivo.
A dor no câncer pode e deve ser aliviada. Para isto, é preciso uma avaliação correta da sua intensidade e a prescrição de um analgésico seguindo a recomendação da OMS.
Esta coluna foi escrita pela médica Maria Regina Nothen, com o apoio da Janssen-Cilag.
Há Relação Entre Quimioterapia e Anemia?
Nos últimos tempos, a discussão em torno da personagem Camila, da novela Laços de Família, e o falecimento do governador de São Paulo, Mário Covas, chamaram a atenção da população para o tratamento do câncer. Uma das formas de tratamento é a quimioterapia. Hoje falaremos sobre ela e sua relação com a anemia.
Vamos entender o que é a quimioterapia. Em situação normal, as células humanas crescem seguindo uma orientação precisa e previsível. No câncer, porém, as células crescem de forma desordenada. A quimioterapia é um tratamento para o câncer que utiliza medicamentos com o objetivo de interferir nos processos de divisão e crescimento celular, de forma a destruir as células que estão se dividindo desordenadamente.
E qual a relação entre a anemia e a quimioterapia?
Cerca de 60% dos pacientes com câncer que se submetem ao tratamento quimioterápico apresentam anemia. Isso acontece porque, durante o tratamento, não só as células cancerígenas são destruídas, mas também as células normais. Além disso, as drogas utilizadas reduzem a capacidade da medula óssea de produzir novas células sangüíneas. Com a diminuição da quantidade destas células, cai o número de glóbulos vermelhos, o que causa a anemia. Os glóbulos vermelhos são responsáveis pelo transporte de oxigênio – o combustível que fornece energia para os músculos e para as atividades metabólicas do organismo – para todas as partes do corpo. Com o nível de glóbulos vermelhos baixo, o sangue transporta menos oxigênio, em quantidade insuficiente para os órgãos. Assim, uma pessoa com anemia pode se sentir fraca, cansada, indisposta, com frio e tonturas, por exemplo.
O que é possível fazer para diminuir os efeitos da anemia?
Há algumas medidas que podem diminuir ou prevenir os sintomas da anemia: Alimente-se com uma dieta rica em ferro: carne vermelha, fígado, feijão, lentilha, espinafre, couve, beterraba etc.; Se estiver sentindo tontura, evite movimentos bruscos, principalmente ao se levantar da cama ou da cadeira. Repouse bastante, procurando conservar suas energias.
Além dessas medidas, pode ser necessário um tratamento com medicamentos que estimulem a produção de glóbulos vermelhos e diminuam os sintomas. A melhora da anemia nos pacientes com câncer tem um impacto significativo na sua qualidade de vida. Converse com o seu médico para maiores informações.